Elaboração de Arranjo

Pianista, compositor e arranjador, começou a tocar na noite, mais precisamente em gafieiras, lembra bem deste ambiente e com o sabor destes tempos temperou seu sexto disco, Curtindo a Gafieira.
Com composições inéditas, de sua autoria, e músicos do melhor da música brasileira, Curtindo a Gafieira quer relembrar esta forma de fazer música: arranjos caprichados, feitos pra dançar, chamando as pessoas para irem à pista. “Eu queria relembrar isto, não com nostalgia, mas como uma forma de curtição, porque a gafieira tem um lado estético bacana. Todas as pessoas, dos dançarinos aos músicos, são bons no que fazem. Tocam samba e choro e neste disco misturei tudo isto”, conta o compositor. O lançamento só foi possível com o patrocínio da Petrobrás. Queria mostrar que um dia esteve lá e homenagear esta música de qualidade.

É respeitado e admirado por grande parte da música brasileira. Após 30 anos de carreira gravou o primeiro disco solo, Avenida Brasil. Estudou teoria musical e acordeom, formando-se aos 13 anos. Sua estréia profissional foi aos 18 anos, tocando piano numa boate em Cascadura - RJ. Parceiro de grandes nomes como Chico Buarque — com quem compôs Todo Sentimento —, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Abel Silva, vem criando arranjos para discos e shows de Nana Caymmi, Edu Lobo e Gal Costa, por exemplo. Em 1999, fez a direção musical e os arranjos do show e do disco duplo gravado ao vivo, Gal Costa Canta Tom Jobim. Em 1998, a cantora Clarisse Grova gravou Novos Traços, músicas inéditas de Cristovão e Aldir Blanc. Barbara Streisand gravou Raios de Luz, parceria dele com Abel Silva, em 1999, no disco A Love Like Ours.

Com Blanc, compôs Resposta ao Tempo, tema de abertura da minissérie Hilda Furacão, da Rede Globo e Suave Veneno, da novela Suave Veneno, Rede Globo, ambas gravadas por Nana Caymmi. Em mais de 45 anos de carreira, recebeu diversos prêmios, entre eles oito Prêmios Sharp e o Prêmio Tim em 2008. Estreou no cinema com arranjos para o filme Boca de Ouro, com música de Edu Lobo, o mesmo autor da trilha do filme Guerra de Canudos, para o qual fez arranjos e orquestrações. Mauá, O Imperador e o Rei, foi a primeira trilha sonora que compôs sozinho e seguiu com Zuzu Angel, ambos de Sérgio Resende. Participou como instrumentista de filmes como O Homem Nu, entre outros. No teatro, estreou com o musical Tia Zulmira e Nós, em parceria com Aldir Blanc e direção de Aderbal Freire Filho, e como diretor musical em Elis: Estrela do Brasil. Compôs músicas para o filme “Suprema felicidade”, dirigido por Arnaldo Jabor e “Zuzu Angel”, de Sérgio Rezende.

Discografia: Avenida Brasil (1996), Bons Encontros – Marco Pereira e Cristovão Bastos (1992), Antonio Carlos Jobim – Letra & Música – Leny Andrade e Cristovão Bastos (1995), Domingo na Geral – com o grupo Nó em Pingo D’Água (2002), Bossa Nova Delicado – com Quarteto Brasil (Cristovão Bastos, Jurim Moreira, Bororó e Zé Canuto) - editado apenas na Europa (2007) e Curtindo a Gafieira (2008).