Composição no Choro e Prática de Choro

Desde sua estréia, no disco Os Carioquinhas no Choro, do grupo Os Carioquinhas, vem se dedicando à preservação da história da música brasileira. Sua atuação como violonista (de 6 e 7 cordas) e arranjador é há muito conhecida do público, graças a seus trabalhos ao lado de ícones como Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Paulo Cesar Pinheiro e tantos outros.

Atua em grupos instrumentais como a Camerata Carioca, que teve como mentor Radamés Gnattali, O Trio, pequena usina de grandes sons que montou com Pedro Amorim e Paulo Sérgio Santos, Sexteto Mauricio Carrilho, grupo especializado em tocar sua produção de compositor, Trio Carioca, com Paulo Aragão e Pedro Paes, e Caldereta Carioca, octeto de ilustres – Naomi Kumamoto, Pedro Paes, Rui Alvim, Marcílio Lopes, Jayme Vignoli, Oscar Bolão, Paulo Aragão e Mauricio Carrilho.


Como pesquisador realizou um trabalho que teve como objeto principal a música brasileira que formou bases para gêneros populares urbanos — em especial o choro. Ou seja, a obra de compositores nascidos entre 1850 e 1880, absolutamente desconhecidos em sua esmagadora maioria, exceções feitas a um Ernesto Nazareth, a uma Chiquinha Gonzaga, um Joaquim Callado. Essa pesquisa resultou em duas coleções fonográficas absolutamente fundamentais para o entendimento da história da música popular no Brasil: Princípios do Choro (15 CDs, lançada em 2002) e Choro Carioca: Música do Brasil (9 CDs, lançada em 2006).


Fundou com Luciana Rabello e João Carino, a Acari Records (primeira e única gravadora especializada em choro), lançou por esse selo seu primeiro CD solo, intitulado Mauricio Carrilho. Em 2004 lançou outro disco só de composições próprias, Sexteto + 2, ao lado do Sexteto Mauricio Carrilho, em 2007 veio Choro Ímpar, trabalho inovador só com composições feitas em compassos ímpares. Em 2005 impôs-se um desafio digno de poucos artistas: compor uma música por dia, durante um ano. Criou assim o Anuário do Choro, com centenas de choros, polcas, maxixes, valsas, schottischs etc. Em 2009 repetiu a dose, criando mais um anuário. Sua produção de compositor, só nos anos de 2005 e 2009, somou 810 músicas.


Compôs, em 2004, sob encomenda, a primeira Suíte para Violão 7 Cordas e Orquestra Sinfônica da história, peça aclamada por público e crítica, que desde então vem sendo constantemente executado por orquestras no Brasil e no exterior, tendo como solista o violonista Yamandu Costa (que teve seu primeiro disco solo produzido por Mauricio Carrilho). Em 2009 teve seu Septeto Brasileiro gravado em DVD, interpretado por Daniel Guedes, Hugo Pilger  e o célebre Quinteto Villa-Lobos.


É fundador, coordenador e professor da Escola Portátil de Música, projeto de educação musical através da linguagem do choro, atualmente a escola tem 28 professores e atende cerca de 850 alunos. Mauricio é responsável pelas turmas de composição, arranjo, violão avançado e produção fonográfica. A Escola Portátil se desdobra no Festival Nacional de Choro, evento que reúne, durante uma semana, músicos profissionais e amadores para um mergulho profundo no universo do choro. Ao mesmo tempo, Mauricio é presidente do Instituto Casa do Choro, instituição responsável pela Escola Portátil e que tem como principal objetivo o registro e a preservação de acervos e da memória da música popular carioca, em especial o choro.