
Os brasileiros começaram a ouvir falar o nome de Júlio Medaglia no final da década de 60, com os antológicos Festivais da TV Record, que mostravam o que existia de melhor da música popular brasileira da época. Mas nesse período ele já havia concluído o curso de regência sinfônica pela Academia de Freiburg, na Alemanha.
No final de 1967, escreve o revolucionário arranjo para a canção “Tropicália”, de Caetano Veloso, que marca o início do tropicalismo, inscrevendo seu nome na história da música brasileira.
No início dos anos 70 volta à Europa, onde rege a célebre Philharmonie de Berlim. De volta ao Brasil, trabalha na Rede Globo de Televisão como supervisor musical artístico, compondo trilhas sonoras para os “Casos Especiais” e seriados. Dirigiu o Teatro Municipal de São Paulo nos anos 80, período em que compôs trilhas sonoras para seriados que marcaram a produção da Rede Globo: “Anarquistas graças a Deus”, “Avenida Paulista”, “Rabo de saia” e “Grande Sertão Veredas”, além de inúmeras trilhas para cinema.
Na década de 90 assume a direção artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e em seguida a regência titular da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília. No final dos anos 90 Júlio Medaglia surpreende ao montar uma orquestra filarmônica de nível internacional em plena floresta amazônica.
Atualmente tem regido como convidado dentro e fora do país, e trabalhado em diversos projetos culturais. Tem livros publicados como tradutor e autor (“Música impopular”), na 2ª edição. Em agosto de 2005 estreou um revolucionário programa na TV Cultura: “Prelúdio”, dedicado a jovens intérpretes de música clássica, e mantém um programa diário na Rádio Cultura FM, o “Tema e variações”.
Por sua inquestionável contribuição à cultura brasileira como músico e pensador, refletindo e propondo novos caminhos, Júlio Medaglia é o Músico Convidado do IX Festival de Música de Ourinhos.