
Homenagear Paulinho da Viola foi uma das maneiras encontradas pela organização do Festival de Música de Ourinhos de manter-se fiel à proposta de incentivar a cultura brasileira. Sua obra é fruto de pesquisa e sensibilidade, o que faz dele um dos grandes músicos brasileiros. Apaixonado pelo samba, Paulinho expressa um sentimento popular que faz com que sua música tenha rápida identificação com o público, talvez por consistir-se em um elo entre diversas tradições como o samba, o carnaval e o choro. É um dos maiores representantes do legado de músicos como Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho, mas está sempre se renovando e produzindo sem abandonar seus princípios e valores estéticos.
Gravou seu primeiro disco em 1965, e sua discografia comprova parcerias e gravações com os melhores músicos brasileiros. No ano de 1969, Paulinho venceu o último festival da TV Record com “Sinal Fechado”.
“Foi um Rio que Passou em minha vida” tornou-se o maior sucesso do ano de 1970. Estourou em todo o país e projetou Paulinho nacionalmente.
Em 1996, grava aquele que foi considerado um dos mais importantes discos de sua carreira, Bebadosamba. Este disco foi recordista do prêmio Sharp de 1997, o maior evento do gênero na música brasileira nos anos 90. Paulinho é um dos recordistas do prêmio com nove troféus tendo participado com apenas dois discos.
Muitos críticos definem a obra de Paulinho da Viola como uma ponte entre a tradição e a modernidade. Como ele mesmo diz: “Não vivo no passado, o passado vive em mim”, e com ele recria sua música sem olhar pra trás.