XII FESTIVAL DE MÚSICA DE OURINHOS
DE 15 A 21 DE JULHO 2012
MÚSICO HOMENAGEADO:
"PIXINGUINHA"
EM BREVE NOTÍCIAS SOBRE PROFESSORES E PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA
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Há onze anos o inverno ourinhense tem a paisagem enriquecida com a realização do Festival de Música. O evento reúne em Ourinhos centenas de músicos e educadores para uma semana de estudos e confraternização. O diferencial do evento está no espaço destinado à música popular, especialmente a instrumental, a preocupação com a qualidade pedagógica, a ênfase na divulgação da música brasileira, o envolvimento da cidade e o carinho dedicado a professores e alunos.
O Festival oferece 41 cursos, workshops, shows, exposições e exibição de filmes e tanto a proposta pedagógica como a programação artística tem sido marcadas pela diversidade. O evento é realizado pela Prefeitura Municipal de Ourinhos, através da Secretaria de Cultura, que elegeu como proposta inspiradora para os trabalhos em 2011 um diálogo com a cultura nordestina. A idéia se fortaleceu com a decisão de homenagear Luiz Gonzaga durante o XI Festival de Música, e através dele reverenciar essa cultura tão brasileira e pouco conhecida e vivenciada pelo sudeste do país.
A obra de Luiz Gonzaga e sua importância para a valorização da música e cultura nordestinas têm sido tema de pesquisa dos estudantes ourinhenses desde o início do ano. Além do compositor nordestino, o XI Festival de Música de Ourinhos também presta homenagem ao músico mineiro Edmundo Villani-Cortes. Pianista, compositor e arranjador, têm atuação intensa tanto na música de concerto como na popular.
Nos últimos dez anos, o Festival de Música de Ourinhos comprovou a importância da vontade política para realizar investimentos na área da cultura, favorecendo o envolvimento da cidade e a interação com outros setores da economia, além de reforçar o papel das ações culturais como alternativa eficiente para as políticas públicas voltadas à promoção do ser humano.
Luiz Gonzaga
Luiz da diversidade popular
Culturalmente Ourinhos tem seu quê no fazer fazendo – uma inspirotecnia...
Como numa oficina cultural, esse jeito implica pensar com cabeça, mãos, antenas, conexão, ferramentas e sensibilidade. E cada ano, entra-ano-sai-ano, não nos cansamos do que vamos inventando. Do plano à planta, da planta ao palco, investimos no ambiente cultural - cidade virando vivacidade: VivOurinhos.
O Festival de Música é uma planta rizomática com a qual dialogamos com o Brasil, cultivando contatos, espalhando encontros e troca de referências entre músicos e estudantes de música, eruditos, populares e experimentadores.

Edmundo Villani-Cortes
Nascido em Juiz de Fora - MG, Villani afirma que não teve formação, mas sim “informação” musical, já que seu pai era flautista e a mãe pianista. Seu primeiro instrumento foi o violão, e o rádio e o cinema foram influências importantes em sua formação.
Villani diz que através do cinema, conheceu obras de Chopin, Liszt, Mozart, Puccini e Gershwin. Estudou no Conservatório Brasileiro de Música no Rio de Janeiro, e nesse período começou a tocar como músico na noite. “Ainda não existia a música eletrônica, não havia essa concorrência tão grande de gravações e quem era músico, era valorizado pela música que fazia. Se não tivesse o músico, não havia a música”, lembra o compositor.
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